sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Capítulo 3



Sorte, uma coisa que nunca tive na vida até então encontrar um celular. Como pode duas garotas recém - chegadas em Londres e em sua primeira noite de diversão encontrar um Iphone? Não era qualquer Iphone e sim o do seu ídolo Jay McGuiness. Acho que Londres e o nosso amuleto da sorte. Parece que então tudo começa a conspirar a nosso favor, pois daqui a algumas horas iremos nos encontrar com eles. Minha vontade era de sair gritando pelas ruas, colocar em todas as redes sociais que iríamos conhecê-los, minha vontade era de esfregar na cara de todo mundo que um dia já me disse “eles nem sabe da sua existência”, ou “você nunca irá conhecê-los ” .
Foi a noite mais longa da minha vida, mal dormi, acordava a cada 30 minutos e olhava o relógio mas as horas não passavam, ansiedade a mil por horas. Acho que a Carol também não conseguiu dormir bem, pois ela se acordou as 5: 40 da manhã e fez questão de me acordar também, justo quando eu consegui dormir.

- Lays? Lays? Lays? – sussurra ela repetidamente meu nome me cutucando.
- O que é Carol? – olhei o relógio e vi que eram ainda 5:40 – Mas que droga !! Quando finalmente consigo dormir lá vem você me acordar a essa hora, vai dormir! – me virei e coloquei meu travesseiro sobre minha cabeça.
- Mal dormi também, pensei neles a noite toda, fiquei pensando a noite toda no que falar pra eles, o que vestir, como agir sei lá essas coisas de encontro . – disse ela deitando ao meu lado na cama.
- Também não, e o pior vamos ficar com olheiras por não dormir. – começamos a rir.
Então me levantei e fui tomar um banho, enquanto Carol ia à Starbucks comprar nosso café da manhã. Depois fomos a um salão perto do bairro, tínhamos que ficar super gatas para os meninos.

POV Carol  
                                                  
- E agora que roupa eu vou usar? Não posso ir toda esculhambada. – murmurei tirando tudo de dentro do guarda roupa e colocando na cama.
- Lays – gritei e logo ela apareceu na porta do quarto - Você já escolheu sua roupa?
- Já sim baby – disse ela despreocupada se jogando no espaço livre da cama rodando o celular do James com as mãos.
- E agora não estou gostando de nenhuma, dá pra me ajudar aqui ou é pedir demais? – sorri sem graça – E você devia parar de fazer isso, imagina se você quebra.
- Claro que te ajudo! – lá foi ela procurar uma roupa pra mim – prontinho!!
- Tá ótima, como é de tarde a gente não pode ir parecendo que vai desfilar em um concurso de miss. – começamos a rir. – Mas você não acha que ficou meio hippie?
- Ficou, mas ficou bem em você. – Nos entreolhamos e começamos a rir de novo.

A risada da Lays é a coisa mais estranha e engraçada que existe no mundo, dá vontade de rir só vê-la rindo.

- Acho que você seria perfeita pro Max Lays, você rir até do vento imagine das piadas sem graça dele.
- Ele nem precisa fazer piadas pra mim, pois ele já é a razão do meu sorriso.
- Ok Lispector, Lays você filosofou agora – não aguentamos e caímos na risada outra vez.

Acabamos de nos arrumar em 10 minutos.
- Agora vou interfonar pro porteiro chamar um táxi pra gente. – minhas mãos suavam de tanta ansiedade, mal conseguir segurar o telefone.
O táxi chegou depois de 15 minutos, juntas saímos do apartamento e entramos no táxi com o pé direito pra que tudo hoje desse certo.
Chegamos ao Nando’s uns quinze minutos depois, pagamos o motorista e fomos em direção á entrada. Tive que parar pra pegar um ar, meu coração estava batendo mais que aqueles tambores de escola de samba.
Olhei pra Lays, ela olhou pra mim e assentimos tomando coragem. Empurrei a porta e ela veio atrás de mim, quando olhamos pra frente vimos aquelas três – sim três, por que estavam apenas Siva, Jay e Tom – perfeições olhando para a nossa direção. Sorrimos e fomos até lá.

POV Jay

Estávamos no Nando’s esperando as duas meninas que acharam o meu telefone. Sabe eu juro que eu não faço de propósito, eles simplesmente fogem de mim.
Demos alguns autógrafos e logo após vimos duas meninas passando pela porta de vidro. A da frente estava vestida com uma roupa meio hippie, mas estava linda e a segunda estava mais casual, também linda.
Elas sorriram e vieram na nossa direção.

- Oi gente. - disseram juntas.
- Oi vocês são Carol e Lays certo? – disse Tom indo até elas com aquele jeito meio louco de ser e as abraçando.
- Sim, somos nós. – disse a Lays – É um prazer enorme conhecer vocês. 
Nos as abraçamos e elas se sentaram.
- Ah Jay esta aqui o seu celular – disse Carol tirando o celular da bolsa. – Você deveria ter mais cuidado com ele.
- Acredite. – disse Siva – Nós falamos isso sempre.
- É, alguém pode achar e não ser legais como elas e pegar TUDO que esta no celular.

POV Tom

SEGURA O GRITO. SEGURA O GRITO. SEGURA O GRITO. SEGURA O GRITO. SEGURA O GRITO.

Este era o meu estado agora, sentada ao lado do Tom Super Gostoso Parker.

- É Jay, podem não ser tão legais e incríveis quanto a gente. – disse a Carol fazendo graça, mas ainda assim com os olhos brilhando.
- Não se esqueçam do modesta. – disse Tom rindo.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Capítulo 2


POV Carol

Sono. Você sabe o que é sentir sono meu caro leitor? Então multiplique pelo número de vezes que você respira, era o sono que eu estava sentindo no momento.
Deixe-me explicar a situação. Eu amo Londres, todos sabem muito bem disso, mas tipo, eu odeio o fuso horário, tipo muito. Eu acordei três horas da manhã e não consegui dormir mais. Quando deram umas cinco horas eu já não aguentava mais, a Lays estava no 87369487534857349587º sono, então decidi deixa-la dormindo e fui dar uma volta por ai. Starbucks era a única coisa que passava na minha mente. Meio clichê não acha? A menina que chega em Londres e vai tomar café em uma Starbucks.
Fiz o meu pedido e sentei em uma mesinha mais afastada enquanto esperava a moça chamar meu nome. Menos de sete minutos depois eu estava retirando meu perfeito cafezinho e meu bolinho de baunilha da mão da mulher. Uma coisa que eu achei totalmente bullying, aqui é tudo mais barato, até o café que tu paga sete reais no Brasil em Londres é dois reais, isso não é justo.
Fui em direção à saída, e ao contrário do que você pensa, o meu ídolo, príncipe encantado, ou quem quer que seja não entrou no mesmo instante e derrubou meu café, o que foi bom, já que a minha blusa era novinha. Dei uma volta em um parque que tinha a duas quadras do prédio, e ai finalmente quando estava saindo de lá eu esbarrei em alguém. Mas não pense que foi em alguém muito importante, foi em uma velha chata que começou a reclamar um monte por causa disso. E eu achando que o povo de Londres era educado.
Estava indo na direção do apartamento e vi um mercado e decidi fazer compras, afinal, não é por que estamos em Londres que ficaremos gordas por comer só FastFood, ou talvez sim. Quem sabe?
Comprei de tudo um pouco, e quando sai de lá estava parecendo um burro de carga, e a única coisa que se passava na minha cabeça era que a Lays iria me matar. Iria começar a gritar um monte de coisas sobre comprar menos coisas gordurosas e mais coisas saudáveis e blá blá blá. Mas ela não me engana, ela adora uma comida gordurosa que eu sei.
Cheguei em casa e ela estava na cozinha revirando tudo, procurando alguma coisa pra comer.

- Não tem nada nessa casa, mas que droga. – murmurou.
- Oi. – eu disse e ela se virou. Ao contrário de tudo que eu pensei ela não gritou, foi logo pra cima do MEU pacote de Pringles.
- Pringles, delícia. – disse já abrindo a tampinha plástica transparente.
- Ow, pode devolver a minha Pringles. Eu comprei todas as suas frutas e coisas saudáveis e você vem pegar a minha Pringles? – disse estendendo a mão. – Vai devolve.
- Não, eu quero Pringles hoje. Trouxe Toddynho? – perguntou na enfiando a mão nas minhas batatinhas.
- Me devolve a minha Pringles Lays. – falei bem calma – sqn.
- Tem mais ai quinze tubos, que coisa.
- Mas eu quero a de sabor Original e só tinha esse tubo lá. Pega um dos outros. – ela simplesmente me ignorou e voltou a sentar na frente da TV onde passava algum documentário idiota sobre animais da selva africana na Discovery Channel.
Desisti de pegar meu tubo de volta e comecei a arrumar as coisas nos armários, por que é claro eu sou a empregada da casa.

POV Lays

Fiquei assistindo os animaizinhos no Discovery o dia inteiro, mano eles são muito fofos.
Eram quase onze horas da noite e não tínhamos nada pra fazer.

- La, o que a gente vai fazer? – Carol perguntou.
- Não sei.
- Já sabe agora? – perguntou um segundo depois
- Eu não sabia a um segundo atrás e ainda não sei.
Ela bufou e se largou no sofá, mas um segundo depois levantou de repente e gritou:
- já sei. Vamos na Tiger Tiger!
- Balada? Hoje? Não
- Vai por favor, você também está entediada que eu sei. – disse se ajoelhando na minha frente.
- Ta, tanto faz. Mas tenta se arrumar logo então.
Ela soltou um gritinho de alegria e saiu correndo gritando pra eu colocar uma música. Obviamente que eu coloquei The Wanted, Glad You Came, tem melhor música pra animar?
Nos trocamos e fomos direto para a portaria do prédio. O porteiro, Sr. Portland, se ofereceu para chamar o táxi e nós aceitamos de bom grado.
Quando o taxi chegou, Carol é claro quis dar uma de louca e simplesmente se jogou em cima de mim para chegar até a janela. Ela olhava a tudo com os olhos brilhando e eu não ficava atrás.
Chegamos na Tiger Tiger, e aquele lugar era completamente enorme e lindo.
Carol logo foi para o meio da pista de dança, enquanto eu fui até o bar.
- E o que a senhorita vai querer? – perguntou o garçom.
- Eu não sei na verdade. – ele sorriu
- Posso te surpreender?
 - Okay então. Surpreenda-me.

POV Carol

Fui logo pra pista de dança, eu não bebo então Lays foi sozinha se sentar na frente do bar, mas no fim, estar sozinha não foi um empecilho, já que em menos de dez minutos sentada lá, vi um cara ir a sua direção.
O tempo passou rápido, dancei de me acabar, até que meus pés já estavam doendo. Lays estava dançando com aquele primeiro cara ainda. Senti o romance.  Eles foram em direção ao bar mais uma vez,  mas dessa vez eu fui logo depois, afinal, impossível que não tivesse um suco de laranja ou refrigerante lá.
Quando estava quase chegando, pude perceber um tumulto indo até a porta da boate, eram quase 3 horas da manhã, não seria ninguém entrando, então nem me importei. Continuei andando até que pisei em alguma coisa. Era um celular, mas não um celular comum, era um Iphone tipo, quem foi o idiota que deixou cair um Iphone?
Peguei o Iphone e tentei desbloquear, e como não tinha senha eu consegui.
A primeira imagem que apareceu logo me chamou a atenção. Era James McGuiness do The Wanted, una foto que eu nunca havia visto antes, e acredite eu já vi muitas fotos do James. Uma coisa passou pela minha mente, mas não era possível. Achei melhor encontrar Lays primeiro, antes de ficar fuçando em tudo. Ela já estava se despedindo do tal cara.

- Tchau Jack, a gente se fala depois então.
- Tchau La. – e ai foi o melhor. Eles se beijaram, e eu fiquei de vela, por que afinal, esse é o propósito da minha existência, e ai ele foi embora.
- Lays eu achei um celular.  
-Devolve pra boate.
- Mas você não esta entendendo vadia, to falando que eu achei um celular com fotos do Jay. Presta atenção, e se for dele? – ela arregalou os olhos. Lerda.
- Vamos pra casa, a gente confirma se o celular é dele, e ai a gente decide o que fazer.
Pegamos o taxi, e fomos fuxicando no celular. Era muito obvio que o celular era do Jay, tinha telefones com o nome dos meninos, e cá entre nós, Siva e Kumar, não são nomes muito comuns.
POV Lays

Nós nos entreolhamos e começamos a gritar dentro do taxi. Não era possível. Tudo bem que o James vive perdendo o celular, mas NÓS acharmos era a melhor coisa que já aconteceu.
Chegamos em casa e eu peguei o computador enquanto a Carol estava com o celular na mão, olhando fotos e decidindo se iria pegar o número dos outros meninos, mas no fim decidiu que era sacanagem demais.
Loguei no twitter e fui direto à conta do James e olhei o último tweet:

“Perdi meu telefone de novo. Pena. Tinha baixado uns joguinhos legais nesse :/”

- Bom, ele tem razão. Os joguinhos são bem legais. – Carol disse rindo. Suspirei.
- Acho melhor nós ligarmos para alguém da agenda dele e devolver o celular. – disse fechando o notebook.
- Eu ligo. – saiu dos joguinhos e foi para os contatos.
- Liga para o Siva. Ele é responsável e tals. – falei e ela assentiu. – A e coloca no viva voz.
- Ta. Ai meu Deus ta chamando.
- Não haja como uma fã histérica. Apesar de você ser uma fã histérica.

(N/Carol: Partem em Negrito e Itálico são os meninos).

 - Alô?!
-Siva??
-É ele mesmo! Quem fala?
- Oi, eu sou a Carol, e eu e a minha prima Lays achamos esse celular na Tiger Tiger ontem, acho que pelo número você deve ter reconhecido.
- Ah sim. James novamente perdeu seu Iphone. Você é prisoner?
- Sim, eu sou prisoner. 
- Ahn...
- Mas nem se preocupa, não peguei número de ninguém, nem foto. Nada.
- Obrigado por isso.
- Que nada. Mas vocês querem que nós levemos o celular em algum lugar, ou tem alguém que vai vir buscar, ou... sei lá.
- Bom Carol acho que seria melhor a gente se encontrar em algum lugar, acho que o Jay gostaria de agradecer a vocês.
Comecei a fazer uma dancinha maluca, Siva está nós chamando pra conhecê-los  biches.
- Tudo bem. Pode falar o lugar então...
- Pode ser no Nando’s ?
- Podemos sim. E a que horas?
- Umas... Peraí... Cala a boca Max, to falando no telefone.. Umas 12h30 da tarde??
- Tudo bem então. A gente se vê as 12h30.
- Tudo bem. Tchau meninas escutamos todos os meninos.
- Tchau meninos.

Desliguei  o celular e nós começamos a gritar. Lays se jogou no chão e me levou junto, duas fãs totalmente loucas se batendo no chão. Tipo PeQuePe nós vamos conhecer os meninos. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH